quinta-feira, 11 de setembro de 2014

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


O JULGAMENTO E A SOBERANIA PERTENCEM A DEUS
Lição 11
14 de Setembro de 2014

TEXTO ÁUREO


"Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és,
que julgas a outrem?"
(Tg 4.12).


VERDADE PRÁTICA


Não podemos estar na posição de juízes contra as pessoas, pois somente Deus é o Justo Juiz.

HINOS SUGERIDOS 225, 454, 578

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Sl 62.11
O poder pertence a Deus
S
Terça - Gn 17.1
Deus é o Todo-Poderoso
T
Quarta - Pv 21.31
A vitória vem do Senhor
Q
Quinta - 1 Sm 2.7
A soberania divina
Q
Sexta - Cl 4.1
O verdadeiro Senhor
S
Sábado - Mt 28.18
Todo poder no céu e na terra
S


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Tiago 4.11-17

INTERAÇÃO


A igreja local é o Corpo Invisível de Cristo num tempo e num espaço. Ela é constituída por distintos seres humanos. Por isso, é preciso haver uma liderança que a norteie, a oriente e a administre com sabedoria. Então, aprouve ao Senhor levantar obreiros para dela cuidar. A igreja local jamais pode ser administrada por um único líder. Apesar da importância do pastor titular, este deve contar com um grupo de obreiros aptos a ensinar e a administrar a igreja local: o presbitério. O nosso Pai levantou presbíteros, homens honrados, de boa índole e idôneos, para junto do pastor titular, cuidar e zelar do rebanho do Senhor.

OBJETIVOS



Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
Analisar os perigos de se colocar como juiz dos irmãos.
Conscientizar-se da brevidade da vida.
Mostrar que a arrogância e a autossuficiência são pecados.



ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, inicie o primeiro tópico da lição fazendo a seguinte indagação: "Qual o perigo de se julgar alguém ou falar mal?" Ouça os alunos com atenção. Explique que falar mal de um irmão ou julgá-lo é tornar-se juiz. Quando condenamos uma pessoa, estamos condenando o nosso próximo e a quele que o criou, o próprio Deus. Somente o Todo-Poderoso tem poder para julgar e legislar em favor das suas criaturas. Diga que o Mestre nos ensinou que antes de julgar o nosso próximo devemos examinar a nós mesmos. Em seguida leia e discuta com os alunos o texto de Mateus 7.1-3.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

A lição dessa semana é a continuação dos conselhos práticos de Tiago aos seus leitores. Os assuntos com maior destaque são a "relação social entre os irmãos" e o "planejamento da vida". Aprenderemos que, uma vez nascidos de novo, não podemos nos relacionar de maneira conflituosa com os outros. Outro aspecto importante que estudaremos é que o planejamento da nossa vida tem de estar de acordo com a soberana vontade de Deus - único legislador e juiz da vida. Ele é quem sempre terá a última palavra. Quem empresta os seus lábios para caluniar e emitir falso testemunho, além de estar pecando, coloca-se como  juiz do outro, mas não cumpridor da lei. Nós, servos de Cristo, fomos chamados para serem discípulos, não juízes.


I. O PERIGO DE COLOCAR-SE COMO JUIZ (Tg 4.11,12)
                Não falar mal uns dos outros (v.ll) - Tiago ensina-nos que não devemos falar mal uns dos outros. Se o fizermos, passamos à condição de juízes da lei, tomando o lugar de Deus, o que é perigoso. Finalmente, o apóstolo conclui: "Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?" (v.12b). Todos os meses, tomamos a Ceia do Senhor e o texto básico de l Cor 11.31 diz que ali temos um momento apropriado em que devemos julgar a nós mesmos e não aos outros.

1.   A ofensa gratuita.
 Não há postura mais problemática em uma igreja local quanto a do "disse-me-disse". Infelizmente, tal comportamento parece ser uma questão cultural. Algumas pessoas parecem ter satisfação em destilar palavras que machucam. O que ganham com isso? Um ambiente incendiado por insinuações maldosas, onde elas mesmas passam a maior parte das suas vidas sofrendo e levando outros a sofrerem. Assim, Tiago inicia a segunda seção bíblica do capítulo quatro abordando o relacionamento interpessoal entre os crentes (v.11). Devemos evitar as ofensas e as agressões gratuitas, pois o "irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio" (Pv 18.19). As ofensas só trazem angústias, tristezas e desgraças. 
2.    Falar mal dos outros e ser juiz da lei (Tg 4.11).
O pecado de falar mal do outro foi por Tiago tratado com clareza ainda no versículo 11. Quem empresta os seus lábios para caluniar e emitir falso testemunho, além de estar pecando, coloca-se como o juiz do outro, mas não cumpridor da lei. Nós, servos de Cristo, fomos chamados para ser discípulos, não juízes. Quem busca estabelecer condições para amar o próximo não pode ser discípulo de Jesus de Nazaré. Já imaginou se hoje, Deus, o nosso Pai, tratasse-nos numa posição de Juiz? Provavelmente estaríamos perdidos!
3.    O autêntico Legislador e Juiz pode salvar e destruir (Tg 4.12).
 Com o objetivo de demonstrar o porquê de não podermos nos colocar como juizes dos outros, o texto bíblico recorda do quanto somos pecadores e declara que há apenas um Legislador (criador das leis) e Juiz (apto para julgar a todos) (v.12). Apenas o Criador tem o poder de salvar e destruir. Portanto, antes de emitir uma palavra de julgamento contra uma pessoa, responda a esta questão: "Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?"

SINOPSE DO TÓPICO (1)
Falar mal de um irmão e julgá-lo é pecado, pois só existe um único Juiz e Legislador entre os crentes, Jesus Cristo.

II. A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DO RECONHECIMENTO DA SOBERANIA DIVINA (Tg 4.13-15)
                Leiamos Gn 47:9 e analisemos:
(1) - Como uma sombra e erva – I Cr 29:15; Jó 8:9; Sl 102:11; Ec 6:12
(2) - Como uma lançadeira – Jó 7:6;
(3) - Como o vento – Jó 7:7
(4) - Como mensageiros rápidos, como navios veleiros e como águias que voam na comida – Jó 9:25-26
(5) - De bem poucos dias, como flor e como a sombra – Jó 14:1-2, 5
(6) - Como a relva – Sl 103:15-16
(7) - Tem apenas a extensão de um palmo – Sl 39:4-7
(8) - Breve – Sl 89:7
(9) - Como um conto ligeiro – Sl 90:9-10
(10) - Como a urdidura de um tecelão – Is 38:12
(11) - Como um vapor passageiro – Tg 4:13-14

1.       Planos meramente humanos (Tg 4.13).
 É comum algumas vezes falarmos "daqui tantos anos vou fazer isso", "em 2018 eu farei aquilo" etc. É verdade que precisamos planejar a vida. Entretanto, todo planejamento deve ser feito com a sabedoria do alto. Isto é uma dádiva de Deus. Todavia, infelizmente nos acostumamos à mera rotina e tendemos a planejarmos o futuro sem ao menos nos lembrarmos de que Deus, o autor da vida, tem de ser consultado, pois tudo o que temos é fruto da sua bondade e misericórdia.
2.     A incerteza e a brevidade da vida (Tg 4.14).
 "A vida é um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece". Eis uma séria advertência de Tiago para nós! O ser humano muitas vezes se esquece da sua real condição. Fazemos os planos para amanhã ou depois, mas ninguém tem a certeza do futuro que lhe espera. A nossa vida é breve, passa como a fumaça. Lembre-se de que a nossa existência terrena é passageira e que, por isso, devemos viver a vida segundo a vontade de Deus, esperança nossa.
3.     O modo bíblico de abordar o futuro (Tg 4.15).
Após compreendermos que a existência humana é finita e Deus é o infinito Absoluto, o versículo 15 nos ensina a ter um estilo de vida diferente. A consciência da nossa limitação, bem como da transitoriedade e a brevidade da vida, deve incidir sobre o nosso modo de viver ao mesmo tempo em que deve servir como ponto de partida para confiarmos ao Senhor todos os nossos planos. Só com essa consciência, buscaremos realizar a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Portanto, agiremos assim: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou não". Tal postura não é falta de fé, ao contrário, é fé na Palavra de Deus.

SINOPSE DO TÓPICO (2)
A vida do homem é frágil e breve, por isso, precisamos reconhecer que somos dependentes do Criador.

III. OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA  AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO (Tg 4.16,17)

1. Gloriar-se nas presunções (Tg 4.16a).
Pensar que podemos controlar a nossa vida é de uma presunção orgulhosa que afronta o próprio Deus. Nós somos as criaturas e Deus, o Criador. Infelizmente, muitos fazem os seus planos desprezando o Senhor como se fosse possível deixá-lo fora do curso da nossa vida. Não sejamos presunçosos e arrogantes! Reconheçamos as nossas fragilidades, pois somos pó e cinza (Gn 18.27; Jó 30.19). Mas Deus, o nosso Pai, é tudo em todos por Cristo Jesus, o nosso Senhor (Cl 3.11).
2. A malignidade do orgulho das presunções (Tg 4.16b).
 A gravidade da presunção e da arrogância humana pode ser comprovada na segunda parte do versículo dezesseis: "toda glória tal como esta é maligna". O livro de Ezequiel conta-nos a história do rei de Tiro. Ali, a malignidade, a arrogância e o orgulho humano levaram um poderoso rei a perder tudo o que tinha. Ele era poderoso em sabedoria e entendimento, acumulando para si riquezas e poder. Mas seu coração tornou-se arrogante, enchendo o interior de violência, iniquidades, injustiças do comércio e profanação dos santuários (Ez 28.4,5,16,18). Em pouco tempo o seu fabuloso império desmoronou. Não há ser humano no mundo que resista às tentações da arrogância, do poder e do orgulho. Triste é o final de quem se entrega à malignidade do orgulho das presunções humanas.
3.  Faça o bem (v.17).
Fazer o bem é uma afirmação da Epístola de Tiago que lembra as suas primeiras recomendações de não sermos apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra (Tg 1.22-25). Ora, se nós ouvimos, entendemos, compreendemos e podemos fazer o que deve ser feito, mas não o fazemos, estamos em pecado. Deus condena o pecado de omissão! Não sejamos omissos quanto àquilo que podemos e devemos fazer! Como discípulos de Cristo não podemos recuar. Antes, temos de perseverar em perseguir o alvo que nos foi proposto até o fim (Fp 3.14).

SINOPSE DO TÓPICO (3)
Que jamais venhamos permitir que a presunção e o orgulho dominem os nossos corações e que nos faça acreditar que podemos controlar nossa vida.

CONCLUSÃO

Vimos nesta lição as duras advertências de Tiago. Infelizmente, as transgressões descritas na epístola são quase que naturais na atualidade. Não são poucos os que difamam, caluniam e falam mal do próximo. Comportam-se como os verdadeiros juízes, ignorando que com a mesma medida com que medem os outros, eles mesmos serão medidos (Mc 4.24). Vimos também que ainda que façamos os melhores planos para a nossa vida, devemos nos lembrar de que a vontade de Deus é sempre o melhor. Que aprendamos com Tiago a perdoar ao outro e submetermo-nos à vontade do Pai.


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I


Subsídio Bibliológico
"Julgar ou Submeter-se à Lei? 
Tiago inicia uma transição da convocação dos crentes para o seu preparo para o iminente julgamento, exortando-os a cumprir sua responsabilidade perante os semelhantes que, por sua vez, também o enfrentarão. Faz essa mudança de retórica e repetindo o aviso feito em 3.1, que voltará a focalizar em 5.1-9, aconselhando a respeito da atitude que as pessoas devem ter para com seus semelhantes.
Tiago é claramente enfático na sua denúncia sobre como os crentes às vezes tratam os outros ('não faleis mal uns dos outros', v. 11). Essa tendência de falar julgando e condenando os outros, talvez sem um verdadeiro motivo (calúnia), certamente representa uma das razões pelas quais ele previne contra o orgulho de assumir as responsabilidades de um ensinador (3.1). O adequado papel de um mestre é 'convencer do erro do seu caminho um pecador' (5.20), e não condená-lo" (cf. 7.1-5)"  (ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p. 1683).


AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO II


Subsídio Bibliológico
"Tiago identifica dois problemas que se originam quando as pessoas reivindicam as prerrogativas de um julgamento que por direito pertence somente a Deus, o 'único Legislador e Juiz' (v. 12).
Ao condenarmos outros, estamos principalmente condenando a própria lei. Talvez Tiago acreditasse que esse era o caso porque quando condenamos as pessoas estamos condenando aqueles que foram 'feitos à semelhança de Deus' (3.9), e assim, implicitamente, estamos condenando o próprio Deus (cf. Rm 14.1-8).
Aqueles que julgam os semelhantes estão se posicionando como juízes acima da lei ao invés de submeterem-se a ela ('se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz', Tg 4.11); isto é, inevitavelmente o padrão de comportamento reproduz o desejo do juiz humano e não a vontade de Deus (veja 4.13-17). Ao invés de nos atermos às omissões dos semelhantes na obediência à lei de Deus, deveríamos nos concentrar em nossa submissão a Ele (4.7) e à sua lei" (ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 2. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2004, p. 1683).

VOCABULÁRIO

Destilar: Deixar sair, insinuar, provocar.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2007.
ARRINGTON, French L; STRONSTD (Eds.). Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento.

Vol. 2. 4. ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.

sábado, 9 de agosto de 2014


A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS

 

10 de Agosto de 2014

 

TEXTO ÁUREO

“Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores” (Tg 2.8,9). (Revidar dando uma resposta de modo argumentativo:)

 

VERDADE PRÁTICA

Não podemos fazer acepção de pessoas, pois o Senhor não fez conosco.

 

Como saber se minha fé é verdadeira ou falsa, Tiago 2.1-26; O cap 2 de Tiago muito importante na bíblia, pois traz uma questão, vivida por muitos, “Diz o Rer. Hernandes dias Lopes”. No seu comentário sobre Tiago, Pag.45,46; Ele faz uma pergunta, Será que Tiago esta contradizendo Paulo? Absolutamente não, Eles se complementam. Paulo falou que a causa da justificação é pela fé somente. Tiago diz que a evidência da salvação é pelas obras, Paulo olha para a causa da salvação e fala da fé. Tiago olha para a consequência da salvação e fala das obras. Paulo deixa isto claro: Efésios 2.8-10: A questão levantada por Paulo era: Como a salvação é recebida. A resposta é “Pela fé somente”. A pergunta de Tiago era: Como esta fé verdadeira é reconhecida? E a resposta é. Pelas obras, Assim Tiago e Paulo não estão se contradizendo, mas se completando.  

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Tiago 2.1-13.

1 - Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.

2 - Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta,

3 - e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé ou assenta-te abaixo do meu estrado,

4 - porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?

5 - Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?

6 - Mas vós desonrastes o pobre. Porventura, não vos oprimem os ricos e não vos arrastam aos tribunais?

7 - Porventura, não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?

8 - Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.

9 - Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores.

10 - Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.

11 - Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.

12 - Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.

13 - Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo.

 

 

INTRODUÇÃO

A discriminação contra as pessoas de classe social inferior é vergonhosa e ultrajante, principalmente, quando praticada no âmbito de uma igreja local. Nesta lição estudaremos sobre a fé que não faz acepção de pessoas. Veremos que erramos — e muito — quando julgamos as pessoas  sob perspectivas subjetivas ”, subjetivo é aquilo que não pode ser definido com exatidão. tais como a aparência física, posição social, temos a tendência de formar conceitos desses aspectos subjetivos, são conceitos pré formados, por isso chamamos de preconceito. status, a bagagem intelectual, etc. Isso porque tais características não determinam o caráter o caráter é o que a pessoa é, a característica fundamental do eu e isso se exterioriza em ações não em características físicas ou sociais.  (Lc 12.15). Assim, a lição dessa semana tem o objetivo de mostrar, pelas Escrituras, que a verdadeira fé e a acepção de pessoas são atitudes incompatíveis entre si e, justamente por isso, não podem coexistir na vida de quem aceitou ao Evangelho (Dt 10.17; Rm 2.11).

 

I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS (Tg 2.1-4)

 

1. Em Cristo a fé é imparcial.

O primeiro conselho de Tiago para a igreja é o de não termos uma fé que faz acepção de pessoas (v.1). Mas é possível haver favoritismo social é a preferência por aquele que se encontra em melhor situação social.

 onde as pessoas dizem-se geradas pela Palavra se dizer gerado pela Palavra não é o mesmo que estar gerado pela Palavra.

 da Verdade? As Escrituras mostram que sim. de fato, se Tiago orienta é porque isso acontecia em Jerusalém. Não podemos afirmar, no entanto, que a pessoa que pratica isso algum vez, está sem salvação, porque qualquer um pode em dado momento, dar alguma preferência ou tratar diferente algum irmão que tenha fama, ou status. Veja que o mesmo não deve se aplicar às autoridades eclesiásticas.

 Aconteceu na igreja de Corinto quando da celebração da Ceia do Senhor (1Co 11.17-34). Hoje, não são poucos os relatos de pessoas discriminadas devido a sua condição social na igreja. Ora, recebemos uma nova natureza em Cristo (Cl 3.10), pois Ele derrubou o muro que fazia a separação entre os homens as palavras de Jesus para derrubar esse muro foram: “amai o teu próximo como a ti mesmo.” Mateus 22.39 (Ef 2.14,15) tornando possível a igualdade entre eles, ou seja, estando em Jesus, “não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, foram povos que habitaram a Europa dando origem à nações que hoje existem lá, que faziam guerras contra o domínio romano na época dos imperadores. cita, de acordo com Heródoto seriam povos nômades selvagens, originários da região chamada Cítia, que na verdade deve ser um nome genérico dado a regiões desérticas.  servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). É, portanto, inaceitável e inadmissível que exista tal comportamento discriminatório e preconceituoso entre nós.

 

2. O amor de Deus tem de ser manifesto na igreja local.

Havia na congregação, do tempo de Tiago, sendo Tiago, o pastor da igreja em Jerusalém,  vemos que esse erro vem persistindo à tempos, os crentes sem a fé verdadeira já davam trabalho ao pastor daquela época.

 a acepção de pessoas. Segundo as condições econômicas, “um homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos” era convidado a assentar-se em lugar de honra, enquanto o “pobre com sórdido traje” era recebido com indiferença, ficando em pé, abaixo do púlpito (vv.2,3). Tudo isso acontecia num culto solene a Deus! A Igreja de Cristo tem como princípio eterno produzir um ambiente regado de amor a ideia de uma igreja nesse molde, é para que os visitantes se sintam bem e queiram retornar, quem sabe até fazer parte do grupo. e acolhimento, é o ato de receber a pessoa no grupo. A igreja deve ser exemplo dessa prática. Quando alguém se sente bem recebido, essa pessoa sempre atenderá ao ser convidado de novo e voltará. Às vezes o evangelismo ganha uma alma na rua e a igreja a perde dentro do templo. e para isto “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um dá a ideia de união, notamos que o Senhor se preocupa em que o seu povo esteja unido, pois um povo unido se fortalece contra o inimigo.

em Cristo Jesus” (Gl 3.28).

 

3. Não sejamos perversos (v.4).

A expressão “juízes de maus pensamentos” aplicada no texto bíblico para qualificar os que discriminavam o pobre nas reuniões solenes, não se refere às autoridades judiciais, como juízes, advogados e promotores.

 mas aos membros da igreja que, de acordo com a condição social, se faziam julgadores dos próprios irmãos.  achavam que tinham alguma autoridade para julgar, apenas por terem maior condição financeiro ou posição social. Eis aí uma descrição do símbolo da justiça:

O símbolo da justiça é uma mulher é uma figura feminina porque o termo justiça está no feminino.

 de olhos vendados, para não identificar a pessoa a quem se aplicará a justiça e assim não influenciar o julgamento.

 tendo no braço esquerdo a balança simbolizando a avaliação correta do ato a ser julgado. e, no braço direito, a espada.  Simbolizando a aplicação da punição.

 Tal imagem simboliza a imparcialidade é atender a todos de forma igual. da justiça em relação a quem está sendo julgado. Portanto, a exemplo do símbolo da justiça, não fomos chamados a ser perversos “juízes”, mas pessoas que vivam segundo a verdade do Evangelho. Este nos desafia a amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.31).

 

II. DEUS ESCOLHEU OS POBRES AOS OLHOS DO MUNDO (Tg 2.5-7)

 

1. A soberana escolha de Deus.

É bem verdade que muitas pessoas ricas têm sido alcançadas pelo Evangelho. Em nenhum momento Jesus ou Tiago excluem os ricos do Reino, simplesmente afirmam que as riquezas representam um obstáculo para o discipulado Lucas 12.34.

 Mas ouçamos com clareza o que a Bíblia diz acerca dos pobres. Deus é soberano em suas escolhas. Significa que Ele não tem que dá satisfação de nada a ninguém, Ele faz a escolha que bem entende. Se Deus revela aos seus servos é devido ao amor que Ele tem pelo Seu povo, e não porque Ele está debaixo de uma regra.

 E de acordo com a sua soberana vontade, Ele escolheu os pobres não é muito difícil entendermos a escolha de Deus, porque ao olhar para a terra Ele se compadeceu daqueles que sofriam, pois o rico tem a tendência de se tornar arrogante e altivo, já o pobre está mais próximo ao quebrantamento. deste mundo. De maneira retórica, Tiago afirma: “Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (v.5). É possível que as igrejas às quais Tiago dirigiu a Epístola talvez tivessem se esquecido de que é pecado fazer acepção de pessoas. Ainda hoje não podemos negligenciar esse ensino! O Senhor Jesus falou dos pobres nos Evangelhos (Lc 4.18; Mt 11.4,5) e, mais tarde, no Sermão da Montanha repetiu: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lc 6.20).

 

2. A principal razão para não desonrar o pobre (v.6).

Apesar de Deus ter escolhido os pobres, a igreja do tempo de Tiago fez a opção contrária. Entretanto, o meio-irmão do Senhor traz à memória da igreja que quem a oprimia era justamente os ricos. Estes os arrastaram aos tribunais. Como podiam eles desonrar os pobres, escolhidos por Deus, e favorecer os ricos que os oprimiam? É triste quando escolhemos o contrário da escolha de Deus. As Palavras de Jesus ainda continuam a falar hoje: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18,19). Somos os seus discípulos? Então para sermos coerentes com o Evangelho termos de encarnar a missão de Jesus. Desonrar o pobre é pecado!

 

3. Desonraram o Senhor.

Após lembrar a igreja da escolha de Deus em relação aos pobres deste mundo, Tiago exorta os irmãos a reconhecerem o favoritismo que há dentro da comunidade cristã: “Mas vós desonrastes o pobre” (v.6). Já os ricos, são recebidos com toda a pompa. No versículo 7, o meio-irmão do Senhor pergunta: “Porventura, não blasfemam eles [os ricos] o bom nome que sobre vós foi invocado?” (v.7). Estamos frente a algo reprovável diante de Deus: a discriminação social na igreja. Por isso é que o favoritismo, a parcialidade e quaisquer tipos de discriminação devem ser combatidos com rigor na igreja local, principalmente pela liderança. Esta deve dar o maior dos exemplos. Quem discrimina não compreendeu o que é o Evangelho!

 

III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE (Tg 2.8-13)

 

1. A Lei Real.

A lei real é esta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v.8). Essa é a conclamação de Tiago a que os crentes obedeçam a verdadeira lei. O termo “real”, no versículo 8, refere-se àquilo que é o mais importante da lei, a sua própria essência. Portanto, quem faz acepção de pessoas está quebrando a essência da lei. O amor ao próximo é o coração de toda lei: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. [...] O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.8,10). Só o amor é capaz de impedir quaisquer tipos de discriminação. Quem ama, não precisa da lei (Gl 5.23).

 

2. A Lei Mosaica.

Na época em que a Epístola de Tiago foi escrita, os judeus faziam distinção entre as leis religiosas mais importantes e as menos importantes, segundo os critérios estabelecidos por eles mesmos. Os judeus julgavam que o não cumprimento de um só mandamento acarretaria a culpa somente daquele mandamento desobedecido. Mas quando a Bíblia afirma “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás”, está asseverando o aspecto coletivo da lei. Isto é, quem desobedece um único preceito, quebra, ao mesmo tempo, toda a lei. Embora os crentes da igreja não adulterassem, faziam acepção de pessoas. Eles não atendiam a necessidade dos órfãos e das viúvas e, por isso, tornaram-se “transgressores de toda a lei”. No Sermão da Montanha, nosso Senhor ensinou sobre a necessidade de se cumprir toda a lei (Mt 5.17-19; cf. Gl 5.23; Tg 2.10).

 

3. A Lei da Liberdade.

A Lei da Liberdade é o Evangelho. Por ele o homem torna-se livre. Liberto do pecado, dos preconceitos e da maneira mundana de pensar (Rm 6.18). Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus desfruta, abundantemente, de tal liberdade (Jo 8.36; Gl 5.1,13). Entretanto, como orienta Tiago, tal liberdade deve vir acompanhada da coerência: “Assim falai, e assim procedei” (v.12). O crente pode falar, pode ensinar e até escrever sobre o pecado de fazer acepção de pessoas. Mas na verdade, é a sua conduta em relação aos irmãos que demonstrará se ele é, de fato, um liberto em Cristo ou um escravo deste pecado.

 

CONCLUSÃO

O segundo capítulo da Epístola de Tiago é uma voz do Evangelho a ecoar através dos tempos. Ele rotula a acepção de pessoas como pecado, lembrando-nos de que Deus escolheu os “pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam”. Assim, se a nossa vontade estiver de acordo com a vontade de Deus, amaremos os pobres como a nós mesmos. E conscientizar-nos-emos de que esse amor exige de nós ações verdadeiras, sinceras, e não apenas de vãs palavras religiosas que até mesmo o vento se encarrega de levar (cf. Tg 2.15-17).