sábado, 9 de agosto de 2014


A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS

 

10 de Agosto de 2014

 

TEXTO ÁUREO

“Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis. Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores” (Tg 2.8,9). (Revidar dando uma resposta de modo argumentativo:)

 

VERDADE PRÁTICA

Não podemos fazer acepção de pessoas, pois o Senhor não fez conosco.

 

Como saber se minha fé é verdadeira ou falsa, Tiago 2.1-26; O cap 2 de Tiago muito importante na bíblia, pois traz uma questão, vivida por muitos, “Diz o Rer. Hernandes dias Lopes”. No seu comentário sobre Tiago, Pag.45,46; Ele faz uma pergunta, Será que Tiago esta contradizendo Paulo? Absolutamente não, Eles se complementam. Paulo falou que a causa da justificação é pela fé somente. Tiago diz que a evidência da salvação é pelas obras, Paulo olha para a causa da salvação e fala da fé. Tiago olha para a consequência da salvação e fala das obras. Paulo deixa isto claro: Efésios 2.8-10: A questão levantada por Paulo era: Como a salvação é recebida. A resposta é “Pela fé somente”. A pergunta de Tiago era: Como esta fé verdadeira é reconhecida? E a resposta é. Pelas obras, Assim Tiago e Paulo não estão se contradizendo, mas se completando.  

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Tiago 2.1-13.

1 - Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.

2 - Porque, se no vosso ajuntamento entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com vestes preciosas, e entrar também algum pobre com sórdida vestimenta,

3 - e atentardes para o que traz a veste preciosa e lhe disserdes: Assenta-te tu aqui, num lugar de honra, e disserdes ao pobre: Tu, fica aí em pé ou assenta-te abaixo do meu estrado,

4 - porventura não fizestes distinção dentro de vós mesmos e não vos fizestes juízes de maus pensamentos?

5 - Ouvi, meus amados irmãos. Porventura, não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?

6 - Mas vós desonrastes o pobre. Porventura, não vos oprimem os ricos e não vos arrastam aos tribunais?

7 - Porventura, não blasfemam eles o bom nome que sobre vós foi invocado?

8 - Todavia, se cumprirdes, conforme a Escritura, a lei real: Amarás a teu próximo como a ti mesmo, bem fazeis.

9 - Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado e sois redarguidos pela lei como transgressores.

10 - Porque qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos.

11 - Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás. Se tu, pois, não cometeres adultério, mas matares, estás feito transgressor da lei.

12 - Assim falai e assim procedei, como devendo ser julgados pela lei da liberdade.

13 - Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa sobre o juízo.

 

 

INTRODUÇÃO

A discriminação contra as pessoas de classe social inferior é vergonhosa e ultrajante, principalmente, quando praticada no âmbito de uma igreja local. Nesta lição estudaremos sobre a fé que não faz acepção de pessoas. Veremos que erramos — e muito — quando julgamos as pessoas  sob perspectivas subjetivas ”, subjetivo é aquilo que não pode ser definido com exatidão. tais como a aparência física, posição social, temos a tendência de formar conceitos desses aspectos subjetivos, são conceitos pré formados, por isso chamamos de preconceito. status, a bagagem intelectual, etc. Isso porque tais características não determinam o caráter o caráter é o que a pessoa é, a característica fundamental do eu e isso se exterioriza em ações não em características físicas ou sociais.  (Lc 12.15). Assim, a lição dessa semana tem o objetivo de mostrar, pelas Escrituras, que a verdadeira fé e a acepção de pessoas são atitudes incompatíveis entre si e, justamente por isso, não podem coexistir na vida de quem aceitou ao Evangelho (Dt 10.17; Rm 2.11).

 

I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS (Tg 2.1-4)

 

1. Em Cristo a fé é imparcial.

O primeiro conselho de Tiago para a igreja é o de não termos uma fé que faz acepção de pessoas (v.1). Mas é possível haver favoritismo social é a preferência por aquele que se encontra em melhor situação social.

 onde as pessoas dizem-se geradas pela Palavra se dizer gerado pela Palavra não é o mesmo que estar gerado pela Palavra.

 da Verdade? As Escrituras mostram que sim. de fato, se Tiago orienta é porque isso acontecia em Jerusalém. Não podemos afirmar, no entanto, que a pessoa que pratica isso algum vez, está sem salvação, porque qualquer um pode em dado momento, dar alguma preferência ou tratar diferente algum irmão que tenha fama, ou status. Veja que o mesmo não deve se aplicar às autoridades eclesiásticas.

 Aconteceu na igreja de Corinto quando da celebração da Ceia do Senhor (1Co 11.17-34). Hoje, não são poucos os relatos de pessoas discriminadas devido a sua condição social na igreja. Ora, recebemos uma nova natureza em Cristo (Cl 3.10), pois Ele derrubou o muro que fazia a separação entre os homens as palavras de Jesus para derrubar esse muro foram: “amai o teu próximo como a ti mesmo.” Mateus 22.39 (Ef 2.14,15) tornando possível a igualdade entre eles, ou seja, estando em Jesus, “não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, foram povos que habitaram a Europa dando origem à nações que hoje existem lá, que faziam guerras contra o domínio romano na época dos imperadores. cita, de acordo com Heródoto seriam povos nômades selvagens, originários da região chamada Cítia, que na verdade deve ser um nome genérico dado a regiões desérticas.  servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). É, portanto, inaceitável e inadmissível que exista tal comportamento discriminatório e preconceituoso entre nós.

 

2. O amor de Deus tem de ser manifesto na igreja local.

Havia na congregação, do tempo de Tiago, sendo Tiago, o pastor da igreja em Jerusalém,  vemos que esse erro vem persistindo à tempos, os crentes sem a fé verdadeira já davam trabalho ao pastor daquela época.

 a acepção de pessoas. Segundo as condições econômicas, “um homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos” era convidado a assentar-se em lugar de honra, enquanto o “pobre com sórdido traje” era recebido com indiferença, ficando em pé, abaixo do púlpito (vv.2,3). Tudo isso acontecia num culto solene a Deus! A Igreja de Cristo tem como princípio eterno produzir um ambiente regado de amor a ideia de uma igreja nesse molde, é para que os visitantes se sintam bem e queiram retornar, quem sabe até fazer parte do grupo. e acolhimento, é o ato de receber a pessoa no grupo. A igreja deve ser exemplo dessa prática. Quando alguém se sente bem recebido, essa pessoa sempre atenderá ao ser convidado de novo e voltará. Às vezes o evangelismo ganha uma alma na rua e a igreja a perde dentro do templo. e para isto “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um dá a ideia de união, notamos que o Senhor se preocupa em que o seu povo esteja unido, pois um povo unido se fortalece contra o inimigo.

em Cristo Jesus” (Gl 3.28).

 

3. Não sejamos perversos (v.4).

A expressão “juízes de maus pensamentos” aplicada no texto bíblico para qualificar os que discriminavam o pobre nas reuniões solenes, não se refere às autoridades judiciais, como juízes, advogados e promotores.

 mas aos membros da igreja que, de acordo com a condição social, se faziam julgadores dos próprios irmãos.  achavam que tinham alguma autoridade para julgar, apenas por terem maior condição financeiro ou posição social. Eis aí uma descrição do símbolo da justiça:

O símbolo da justiça é uma mulher é uma figura feminina porque o termo justiça está no feminino.

 de olhos vendados, para não identificar a pessoa a quem se aplicará a justiça e assim não influenciar o julgamento.

 tendo no braço esquerdo a balança simbolizando a avaliação correta do ato a ser julgado. e, no braço direito, a espada.  Simbolizando a aplicação da punição.

 Tal imagem simboliza a imparcialidade é atender a todos de forma igual. da justiça em relação a quem está sendo julgado. Portanto, a exemplo do símbolo da justiça, não fomos chamados a ser perversos “juízes”, mas pessoas que vivam segundo a verdade do Evangelho. Este nos desafia a amar o próximo como a nós mesmos (Mc 12.31).

 

II. DEUS ESCOLHEU OS POBRES AOS OLHOS DO MUNDO (Tg 2.5-7)

 

1. A soberana escolha de Deus.

É bem verdade que muitas pessoas ricas têm sido alcançadas pelo Evangelho. Em nenhum momento Jesus ou Tiago excluem os ricos do Reino, simplesmente afirmam que as riquezas representam um obstáculo para o discipulado Lucas 12.34.

 Mas ouçamos com clareza o que a Bíblia diz acerca dos pobres. Deus é soberano em suas escolhas. Significa que Ele não tem que dá satisfação de nada a ninguém, Ele faz a escolha que bem entende. Se Deus revela aos seus servos é devido ao amor que Ele tem pelo Seu povo, e não porque Ele está debaixo de uma regra.

 E de acordo com a sua soberana vontade, Ele escolheu os pobres não é muito difícil entendermos a escolha de Deus, porque ao olhar para a terra Ele se compadeceu daqueles que sofriam, pois o rico tem a tendência de se tornar arrogante e altivo, já o pobre está mais próximo ao quebrantamento. deste mundo. De maneira retórica, Tiago afirma: “Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (v.5). É possível que as igrejas às quais Tiago dirigiu a Epístola talvez tivessem se esquecido de que é pecado fazer acepção de pessoas. Ainda hoje não podemos negligenciar esse ensino! O Senhor Jesus falou dos pobres nos Evangelhos (Lc 4.18; Mt 11.4,5) e, mais tarde, no Sermão da Montanha repetiu: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lc 6.20).

 

2. A principal razão para não desonrar o pobre (v.6).

Apesar de Deus ter escolhido os pobres, a igreja do tempo de Tiago fez a opção contrária. Entretanto, o meio-irmão do Senhor traz à memória da igreja que quem a oprimia era justamente os ricos. Estes os arrastaram aos tribunais. Como podiam eles desonrar os pobres, escolhidos por Deus, e favorecer os ricos que os oprimiam? É triste quando escolhemos o contrário da escolha de Deus. As Palavras de Jesus ainda continuam a falar hoje: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4.18,19). Somos os seus discípulos? Então para sermos coerentes com o Evangelho termos de encarnar a missão de Jesus. Desonrar o pobre é pecado!

 

3. Desonraram o Senhor.

Após lembrar a igreja da escolha de Deus em relação aos pobres deste mundo, Tiago exorta os irmãos a reconhecerem o favoritismo que há dentro da comunidade cristã: “Mas vós desonrastes o pobre” (v.6). Já os ricos, são recebidos com toda a pompa. No versículo 7, o meio-irmão do Senhor pergunta: “Porventura, não blasfemam eles [os ricos] o bom nome que sobre vós foi invocado?” (v.7). Estamos frente a algo reprovável diante de Deus: a discriminação social na igreja. Por isso é que o favoritismo, a parcialidade e quaisquer tipos de discriminação devem ser combatidos com rigor na igreja local, principalmente pela liderança. Esta deve dar o maior dos exemplos. Quem discrimina não compreendeu o que é o Evangelho!

 

III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE (Tg 2.8-13)

 

1. A Lei Real.

A lei real é esta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v.8). Essa é a conclamação de Tiago a que os crentes obedeçam a verdadeira lei. O termo “real”, no versículo 8, refere-se àquilo que é o mais importante da lei, a sua própria essência. Portanto, quem faz acepção de pessoas está quebrando a essência da lei. O amor ao próximo é o coração de toda lei: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. [...] O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.8,10). Só o amor é capaz de impedir quaisquer tipos de discriminação. Quem ama, não precisa da lei (Gl 5.23).

 

2. A Lei Mosaica.

Na época em que a Epístola de Tiago foi escrita, os judeus faziam distinção entre as leis religiosas mais importantes e as menos importantes, segundo os critérios estabelecidos por eles mesmos. Os judeus julgavam que o não cumprimento de um só mandamento acarretaria a culpa somente daquele mandamento desobedecido. Mas quando a Bíblia afirma “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás”, está asseverando o aspecto coletivo da lei. Isto é, quem desobedece um único preceito, quebra, ao mesmo tempo, toda a lei. Embora os crentes da igreja não adulterassem, faziam acepção de pessoas. Eles não atendiam a necessidade dos órfãos e das viúvas e, por isso, tornaram-se “transgressores de toda a lei”. No Sermão da Montanha, nosso Senhor ensinou sobre a necessidade de se cumprir toda a lei (Mt 5.17-19; cf. Gl 5.23; Tg 2.10).

 

3. A Lei da Liberdade.

A Lei da Liberdade é o Evangelho. Por ele o homem torna-se livre. Liberto do pecado, dos preconceitos e da maneira mundana de pensar (Rm 6.18). Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus desfruta, abundantemente, de tal liberdade (Jo 8.36; Gl 5.1,13). Entretanto, como orienta Tiago, tal liberdade deve vir acompanhada da coerência: “Assim falai, e assim procedei” (v.12). O crente pode falar, pode ensinar e até escrever sobre o pecado de fazer acepção de pessoas. Mas na verdade, é a sua conduta em relação aos irmãos que demonstrará se ele é, de fato, um liberto em Cristo ou um escravo deste pecado.

 

CONCLUSÃO

O segundo capítulo da Epístola de Tiago é uma voz do Evangelho a ecoar através dos tempos. Ele rotula a acepção de pessoas como pecado, lembrando-nos de que Deus escolheu os “pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam”. Assim, se a nossa vontade estiver de acordo com a vontade de Deus, amaremos os pobres como a nós mesmos. E conscientizar-nos-emos de que esse amor exige de nós ações verdadeiras, sinceras, e não apenas de vãs palavras religiosas que até mesmo o vento se encarrega de levar (cf. Tg 2.15-17).

Nenhum comentário:

Postar um comentário